Patriotism, when it wants to make itself felt in the domain of learning, is a dirty fellow who should be thrown out of doors
De Parerga und Paralipomena II, capítulo XXI (“Über Gelehrsamkeit und Gelehrte”), §255, 1851. A formulação é uma das mais ácidas de Schopenhauer contra a corrupção nacionalista do trabalho intelectual. A ideia central: o saber é universal por estrutura — uma demonstração matemática, uma observação astronômica, uma análise filológica não pertencem a nenhuma nação. Quem injeta orgulho nacional no procedimento erudito introduz uma variável que não pertence à investigação.
O ataque combina com a crítica do orgulho nacional como o orgulho mais barato (mesma obra, Aphorismen IV §2): se já é vulgar identificar-se com a tribo em vez de com qualidades pessoais, fazer isso na ciência é misturar tribalismo com método.
A advertência foi citada repetidamente no século XX, sobretudo no exílio antifascista. Faz par com a posição de Einstein contra a “ciência alemã” vs. “ciência judia” e com a defesa, em vários textos do círculo de Viena, da neutralidade nacional do método.
