Wirklich ist jedes Kind gewissermaßen ein Genie, und jedes Genie gewissermaßen ein Kind
De Die Welt als Wille und Vorstellung II, capítulo 31 (“Vom Genie”), §3, publicado em 1844. Schopenhauer aproxima a criança e o gênio pela mesma característica: o predomínio do conhecer sobre o querer. Na criança, a Vontade ainda não tomou inteiramente as rédeas; no gênio, ela é capaz de ser temporariamente afastada para que a contemplação pura aconteça.
A passagem se conecta com a tese central da estética schopenhaueriana: a experiência estética é a suspensão momentânea da Vontade. O gênio é quem realiza essa suspensão como modo de vida, e a criança é quem ainda não foi capturada pela Vontade no grau dos adultos.
A frase teve recepção ampla na pedagogia romântica e no movimento da escola nova. Reaparece transformada em Nietzsche (a “metamorfose do espírito” em criança, no Zaratustra I) e em Walter Benjamin (sobre o brinquedo e a infância).
