Ruhm muß daher erst erworben werden: die Ehre hingegen braucht bloß nicht verloren zu gehen
De Aphorismen zur Lebensweisheit, capítulo IV (“Von Dem, was Einer vorstellt”), §4 (“Von der Ehre”), em Parerga und Paralipomena I (1851). Schopenhauer distingue cuidadosamente os dois conceitos: a Ehre (honra) é negativa e universal — basta não cometer atos que a manchem para mantê-la; o Ruhm (fama, glória) é positivo e raro — exige produzir algo que se destaque acima do comum.
A consequência social é assimétrica. Quase todos podem manter honra; quase ninguém alcança fama. Por isso, perder honra é uma queda visível, e ganhar fama é uma ascensão excepcional. Quem confunde os dois — e busca fama como se ela fosse condição padrão — entrega-se a uma ambição que estatisticamente não pode satisfazer.
A formulação ressoa em Hannah Arendt, que retomaria a distinção entre prestígio (público) e honra (interna ao grupo) em On Revolution (1963), ainda que sem citar Schopenhauer diretamente.
