Es wäre gut Bücher kaufen, wenn man die Zeit, sie zu lesen, mitkaufen könnte
De Parerga und Paralipomena II, capítulo XXIII (“Über Schriftstellerei und Stil”), §261, 1851. Aforismo no mesmo bloco em que Schopenhauer trata da leitura como substituto do pensamento próprio. A frase confronta o vício do bibliófilo: o ato de adquirir o livro e o ato de assimilar seu conteúdo são tomados como equivalentes, e raramente coincidem.
A imagem antecipa por mais de um século o conceito japonês de tsundoku (積ん読) — a pilha de livros não lidos —, e foi ressuscitada por Umberto Eco quando ele defendia a “antibiblioteca” como reservatório de ignorância produtiva.
A advertência se conecta com o programa do Selbstdenken (pensar por si mesmo) que organiza o capítulo: o que importa não é a quantidade do que se possui, mas a qualidade do que foi efetivamente pensado.
