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Procrastinação estruturada: faça menos, autoengane-se, e dê-se bem no longo prazo

John Perry define a procrastinação estruturada como a arte de fazer a procrastinação funcionar a favor do trabalho. Em vez de tentar eliminar o hábito, ele propõe organizar a lista de tarefas para que atividades menos importantes sirvam de escapatória para as mais importantes.

Fichamento
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  • Procrastinar não é ficar parado; costuma virar tarefas marginalmente úteis, como jardinagem, apontar lápis ou reorganizar arquivos.
  • A estrutura funciona quando as tarefas do topo parecem mais urgentes e mais importantes, mas há também outras relevantes no fim da lista.
  • Fazer as tarefas de baixo da lista vira uma forma de evitar as de cima, e isso pode tornar o procrastinador útil e até admirado.
  • O autor diz que sua melhor experiência com isso foi na Stanford, quando usava pingue-pongue, conversas e leitura do jornal para evitar artigos, aulas e comitês.
  • Ele afirma que reduzir demais os compromissos enfraquece a motivação do procrastinador, porque sem alternativas a saída vira não fazer nada.
  • As tarefas ideais para esse método parecem urgentes e importantes, mas na verdade têm prazos menos rígidos e impacto menor do que parecem.
  • Na universidade, segundo ele, há muitas tarefas desse tipo, como artigos atrasados e formulários de pedido de livros.
  • O método depende de autoengano, porque o procrastinador precisa tratar tarefas infladas como urgentes e importantes ao mesmo tempo em que sabe que elas podem esperar.
  • O texto encerra dizendo que usar um defeito para combater os efeitos ruins de outro defeito é uma solução conveniente para procrastinadores.