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POR QUE AS CICLOFAIXAS SÃO UMA MÁ IDEIA?

O texto diz que a expansão das ciclofaixas em São Paulo foi criticada por quatro motivos: piora do trânsito, impacto nas vendas e no estacionamento, suspeitas sobre custo e corrupção, e falta de estudos técnicos em grande parte das vias. Também sustenta que a prefeitura não explicou de modo claro o objetivo do programa.

Fichamento
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  • A prefeitura de São Paulo planeja construir 400 km de vias cicláveis, e cerca de 205 km já foram instalados.
  • As críticas ao projeto se concentram na redução do espaço para veículos, no efeito sobre o comércio e o estacionamento, nas suspeitas de custo elevado e na ausência de embasamento técnico em muitos trechos.
  • O texto registra que a prefeitura disse que o custo por quilômetro seria de R$ 180 mil, enquanto a revista Veja SP teria calculado um valor muito maior.
  • O autor afirma que a criação de ciclofaixas e ciclovias deveria ter como objetivo estimular o uso da bicicleta como meio seguro de transporte e, com isso, reduzir veículos em circulação.
  • Com menos veículos, o texto associa a expectativa de mais fluidez no tráfego e menos poluição, além de menor gasto público com saúde.
  • O texto diz que programas semelhantes em cidades europeias e americanas têm como meta declarada tornar a bicicleta uma alternativa ao veículo motorizado.
  • O autor distingue uma pergunta empírica sobre o efeito real das vias cicláveis em outros lugares e uma pergunta teórica sobre a decisão individual de usar carro, bicicleta ou outro meio.
  • O texto afirma que os estudos sobre impacto econômico das vias cicláveis são escassos, metodologicamente frágeis e com validade externa limitada.
  • Também diz que alguns estudos de segurança sugerem aumento de acidentes com ciclistas nas intersecções, embora haja trabalhos que apontem risco menor do que pedalar em avenidas movimentadas.
  • O texto observa que a implantação de ciclovias não mostrou redução clara do uso de veículos motorizados na Holanda e que um estudo na Inglaterra não encontrou mudança significativa do carro para a bicicleta no deslocamento diário.
  • O modelo apresentado divide a escolha do meio de transporte em quatro fatores: custo monetário, tempo economizado, conveniência/conforto e um ganho subjetivo ligado ao uso de um meio verde.
  • Segundo o texto, as ciclovias alteram o tempo de deslocamento e a percepção de segurança, mas não o bastante para fazer muita gente abandonar o carro.
  • A conclusão é que o programa de São Paulo seria insuficiente para mudar o padrão de uso do transporte e, sem outras medidas, seria um fracasso.
  • O texto também o classifica como uma política regressiva, por beneficiar um grupo relativamente pequeno de usuários de bicicleta em detrimento de segmentos mais carentes.