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Poder e socialismo: Governança, classes, ciência e projetamento na China

Elias Jabbour e Roland Boer lançam “Poder e socialismo”, sequência de “China: o socialismo do século XXI” (2021, com Alberto Gabriele). Se o primeiro livro tratava das relações de propriedade e das ferramentas de planejamento chinesas, este passa a discutir governança, classes e o papel da filosofia na condução do Estado, sem descartar as contradições que o próprio modelo carrega.

Fichamento
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  • O livro conecta a “economia do projetamento” (conceito que Jabbour já desenvolvia desde 2021) à estrutura política que sustenta o crescimento chinês, tratando o país como a forma histórica socialista mais avançada da atualidade.
  • Os autores atribuem parte do sucesso do modelo chinês ao papel da filosofia na governança, entendida como prática de construção de sociabilidades, recusa deliberada da separação ocidental entre teoria e prática, segundo o trecho publicado do livro.
  • O argumento central é que a China conseguiu sustentar uma das taxas de crescimento mais estáveis da história moderna, construir bases industriais e científicas, e sair da pobreza para se tornar a segunda economia do planeta, sem abandonar o projeto socialista.
  • Essa leitura da China como sistema econômico projetado em escala aparece também na reportagem sobre a base industrial de baterias de Liyang, que descreve a vantagem manufatureira chinesa como resultado de engenharia deliberada de política industrial.
  • O livro tem apresentação de José Paulo Netto e apoio da Embaixada da China no Brasil, e chega às livrarias em 18 de março de 2026.