Notas
Índice cronológico de todas as notas do Scholion.
1929 notas · última:
Etimologia de 崎 (Kei — Qí / kei1)
Análise etimológica de 崎 (Qí / kei1), 'escarpado, montanhoso, irregular'. 山 (montanha) + 奇 (fonético). Caractere tardio — não aparece no Shuowen original; entrada pós-Han. Kangxi: 崎嶇, 山路不平 ('崎嶇: caminho de montanha irregular'). Forma arcaica 㩻/𢼨 com raiz diferente (危+攴/支). Sete fontes consultadas.
Etimologia de 安 (On — Ān / on1)
Análise etimológica de 安 (Ān / on1), 'paz, calmo, seguro'. 女 (mulher) sob 宀 (telhado). Shuowen: 靜也; Duan Yucai corrige para 竫也 ('assentado'). Pode ser pronome interrogativo ('onde', 'como') e conjunção ('então'). Também: ampère. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 利 (Lei — Lì / lei6)
Análise etimológica de 利 (Lì / lei6), 'afiado, benefício, vantagem'. 禾 (grão) + 刂 (faca) — lucro da colheita. Shuowen: 銛也, 'afiado'; 和然後利 ('harmonia primeiro, depois o benefício'). Qu Yipeng: 利 é o grafo original de 犁 'arado'. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 勣 (Chek — Jī / zik1)
Análise etimológica de 勣 (Jī / zik1), variante gráfica tardia de 績 (jī — fiar; mérito). Composição: 力 (força) + 責 (fonético, responsabilidade/dever). Substitui o componente 糸 (fio) de 績 por 力 (força): o mérito deixa de ser o fio tecido e passa a ser o esforço empregado. Caractere ausente dos corpora arcaicos. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 賁 (Bei — Bēn/Bì / ban1/bei3)
Análise etimológica de 賁 (Bēn/Bì / ban1/bei3), composto fonossemântico: 卉 (fonético) + 貝 (concha, riqueza). Shuowen: 飾也 ('adornar'). Duas leituras principais: bēn (correr com ímpeto, energia) e bì (ornado, hexagrama 22 do Yijing). Caractere polissémico com arcos semânticos múltiplos: ornamento, energia, diafragma, raiva. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 覿 (Tek — Dí / dek6)
Análise etimológica de 覿 (Dí / dek6), 'ver, encontrar face a face'. Composto fonossemântico: 見 (ver) + 賣 (phonetic, vender/variante 𧸇). Shuowen (Xinfu): 見也 ('ver'). Registro clássico-formal: designa encontro cerimonial, audiência, manifestação. Entrada do 說文新附 (apêndice tardio de Xu Xuan) — ausente do Shuowen original. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 巴 (Ba — Bā / baa1)
Análise etimológica de 巴 (Bā / baa1), pictograma de uma serpente. Shuowen: 蟲也。或曰食象蛇 ('criatura; ou, segundo alguns, a serpente que engolia elefantes'). Sentido original: a serpente Ba do Shanhaijing; extensões posteriores: apegar-se, ansiar, aderir. Também designa o antigo estado/comando de Ba (leste de Sichuan). Sete fontes consultadas.
Etimologia de 護 (Wu — Hù / wu6)
Análise etimológica de 護 (Hù / wu6), 'proteger, vigiar, socorrer'. Radical 言 (fala) + 蒦 (fonético) — proteger ligado à fala: advogar, falar em defesa. Dados extraídos da nota [Moy Wu Lai 梅護禮](/notes/moy-wu-lai/).
Etimologia de 禮 (Lai — Lǐ / lai5)
Análise etimológica de 禮 (Lǐ / lai5), 'cerimônia, rito, cortesia, propriedade'. 示 (altar) + 豊 (vaso ritual, fonético e semântico). Shuowen: 履也, 'aquilo pelo qual se serve aos espíritos e se atrai bênçãos'. Li Xiaoding: 禮 (ato), 豊 (vaso), 豐 (riqueza das oferendas) eram originalmente um só caractere. Dados extraídos da nota [Moy Wu Lai 梅護禮](/notes/moy-wu-lai/).
Etimologia de 知 (Chi — Zhī / zi1)
Análise etimológica de 知 (Zhī / zi1), 'saber, ter consciência'. Composto 口 (boca) + 矢 (flecha, fonético e/ou semântico) — Xu Kai lê como 'acertar com a palavra, como a velocidade da flecha'; Miao Kui corrige e atribui a 矢 papel fonético (矢亦聲). Mesmo caractere que 智 (sabedoria) em origem. Dados extraídos da nota [Moy Chi Yau Si 梅知友士](/notes/moy-chi-yau-si/).
Etimologia de 山 (Shan — Shān / saan1)
Análise etimológica de 山 (Shān / saan1), 'montanha'. Pictograma puro — três picos, o do meio mais alto. Uma das formas mais antigas do chinês. Shuowen: 'proclama o qi, dispersa e gera as dez mil coisas'. Dados extraídos da nota [Moy Shan Si 梅山士](/notes/moy-shan-si/).
Etimologia de 士 (Si — Shì / si6)
Análise etimológica de 士 (Shì / si6), o 'bacharel-guerreiro-escolástico' da China antiga. Shuowen lê como 十+一, quem reduz dez a um (Confúcio: 推十合一為士). hanziyuan sugere modificação de 大. Interpretação popular como machado de guerra não sustentada pelas fontes. Dados extraídos das notas [Moy Chi Yau Si](/notes/moy-chi-yau-si/) e [Moy Shan Si](/notes/moy-shan-si/).
Etimologia de 友 (Yau — Yǒu / jau5)
Análise etimológica de 友 (Yǒu / jau5), 'amigo, companheiro'. Duas mãos direitas cooperando; originalmente verbo, passou a nome no final dos Zhou ao fundir-se com 朋. Dados extraídos da nota [Moy Chi Yau Si 梅知友士](/notes/moy-chi-yau-si/).
Etimologia de 梅 (Moy — Méi / Mui4)
Análise etimológica de 梅 (Méi / mui4), o sobrenome que Si Fu Julio Camacho (Moy Jo Lei Ou) oferta gentilmente a todos os seus discípulos. 木 (árvore) + 每 (fonético); no *Shuowen* define a árvore *nán* (楠, nanmu) comestível — o sentido 'ameixeira / prunus mume' estabiliza depois, atestado em inscrições de bronze já no Zhou Ocidental inicial. Sete fontes consultadas.
Etimologia de 攤 (Tan Sau — Tān / Taan1)
Análise etimológica de 攤 (Tān / taan1), o Tan do Tan Sau 攤手. Caractere tardio: entrada do Shuowen Xinfu de Xu Xuan (Song do Norte), não do corpo original de Xu Shen. Significa 'abrir, espalhar' — 扌 (mão) + 難 (fonético). Sete fontes consultadas.
Etimologia de 手 (Shǒu / sau2)
Análise etimológica de 手 (Shǒu / sau2), mão. Pictograma puro — cinco dedos apontando para cima. Aparece como segundo caractere em muitas técnicas Ving Tsun (Tan Sau 攤手, Fook Sau 伏手, Bong Sau 膀手, etc.). Sete fontes consultadas.
Etimologia de 問 (Man Sau — Wèn / man6)
Análise etimológica de 問 (Wèn / man6), o Man do Man Sau 問手. Significa 'perguntar, inquirir' — 口 (boca) + 門 (porta, fonético). Sete fontes consultadas.
Publicado: O III Encontro do Programa de Mestrado
Compilação das falas do III Encontro do Programa de Mestrado, com Thiago Silva como texto-base e sumários das demais contribuições.
Aretê: adequação ao cosmos
O conceito grego de aretê não é excelência no sentido moderno. É cumprir a função dentro do cosmos, da ordem organizada em que cada coisa tem lugar. Adequação, não superação.
Žižek lê os zumbis de Romero como alegoria do consumidor zumbificado
Žižek volta várias vezes a Dawn of the Dead (1978) para descrever o capitalismo tardio. O shopping é o lugar onde o desejo sobrevive ao sujeito.
Giroux lê Romero como oráculo da política-zumbi do capitalismo-cassino
Em Zombie Politics and Culture in the Age of Casino Capitalism (2010), Henry Giroux lê os filmes de Romero como diagnóstico antecipado do neoliberalismo dos EUA pós-2001.
If something can go wrong, it will
Variante britânica da lei de Murphy. Primeiro registro escrito em 1970 na New Statesman. Origem no coloquialismo 'unlucky sod'.
Any object dropped will fall so as to do the most damage
Corolário folclórico no universo de Murphy, compilado por Arthur Bloch em 'Murphy's Law' (1977). Inspirou o famoso corolário do pão com manteiga.
Muphry's law: If you write anything criticising editing or proofreading, there will be a fault of some kind in what you have written
Variação da lei de Murphy para revisão e edição, registrada por John Bangsund em março de 1992 no Society of Editors Newsletter de Victoria, Austrália.
Godwin's law: As an online discussion grows longer, the probability of a comparison involving Nazis or Hitler approaches one
Formulada por Mike Godwin em 1990 na Usenet, como experimento memético para desencorajar comparações banais com nazismo.
Gell-Mann amnesia effect: You find errors in news about subjects you know, then trust news about subjects you don't
Termo cunhado por Michael Crichton em palestra de 26 de abril de 2002 ('Why Speculate?'). O nome homenageia ironicamente o físico Murray Gell-Mann.
Linus's law: Given enough eyeballs, all bugs are shallow
Formulada por Eric S. Raymond em 'The Cathedral and the Bazaar' (1999) e batizada em homenagem a Linus Torvalds.
Anything that can go wrong, will — at the worst possible moment
Conhecida como 'Finagle's Law of Dynamic Negatives'. Corolário de Murphy que adiciona o pior-momento-possível. A figura de Finagle é piada de jargão, sem autor real.
Betteridge's law of headlines: Any headline that ends in a question mark can be answered by the word no
Formulada por Ian Betteridge em artigo de fevereiro de 2009. Máxima similar circulava antes sob outros nomes, como 'Davis's law' em compilações de 1991.
Poe's law: Without a winking smiley or other blatant display of humor, it is utterly impossible to parody a Creationist in such a way that someone won't mistake for the genuine article
Formulada por Nathan Poe em 10 de agosto de 2005, no fórum ChristianForums.com, durante debate criacionismo-evolução. Generalizada depois para qualquer posição extrema.
Sturgeon's law: Ninety percent of everything is crap
Formulada por Theodore Sturgeon em palestra de 1951 na NYU. Primeira publicação escrita: Venture Magazine, setembro de 1957. Sturgeon chamava de 'Sturgeon's Revelation'.
Cunningham's law: The best way to get the right answer on the internet is not to ask a question; it's to post the wrong answer
Atribuída a Ward Cunningham, inventor do wiki. Nomeada por Steven McGeady no início dos anos 1980; o próprio Cunningham rejeita a autoria.
Brandolini's law: The amount of energy needed to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it
Princípio da assimetria do bullshit. Formulado por Alberto Brandolini num tweet de janeiro de 2013, inspirado por Kahneman e debates televisivos italianos.
Morgan's canon: In no case may we interpret an action as the outcome of the exercise of a higher psychical faculty, if it can be interpreted as the outcome of the exercise of one which stands lower in the psychological scale
Princípio de parcimônia em psicologia comparada. Formulado por C. Lloyd Morgan em 'An Introduction to Comparative Psychology' (1894).
Occam's broom: Inconvenient facts are whisked under the rug
Inversão irônica da navalha de Occam. Cunhada pelo biólogo Sidney Brenner e popularizada por Daniel Dennett em 'Intuition Pumps' (2013).
Hume's guillotine: One cannot derive an 'ought' from an 'is'
Princípio de David Hume no 'Treatise of Human Nature' (1739). O nome 'guillotine' foi cunhado depois por Alasdair MacIntyre.
Popper's falsifiability: A theory which is not refutable by any conceivable event is non-scientific
Critério de demarcação entre ciência e pseudociência. Popper formulou em 'Logik der Forschung' (1934), traduzido como 'The Logic of Scientific Discovery' (1959).
Einstein's razor: Everything should be made as simple as possible, but not simpler
Paráfrase popular de Einstein. A formulação canônica está na palestra de Oxford de 1933, 'On the Method of Theoretical Physics'.
Murphy was an optimist
Corolário humorístico conhecido como 'O'Toole's Commentary on Murphy's Law'. Atribuído a um O'Toole não identificado; registrado nas compilações de Arthur Bloch.
Anything that can go wrong, will go wrong
Atribuída a Edward A. Murphy Jr., engenheiro aeroespacial no projeto MX981 (Edwards AFB, 1949). Popularizada por John Stapp em entrevista pouco depois.
