Notas
Índice cronológico de todas as notas do Scholion.
5359 notas · última:
Etimologia de 鬯 (Coeng — Chàng / coeng3)
O radical Kangxi nº 192, ligado a um vinho sacrificial antigo. O Shuowen define 鬯 como bebida feita com 秬 e 鬱艸 para fazer descer os espíritos; a paleografia da CUHK lê a forma como recipiente de vinho com o líquido marcado por pontos.
Etimologia de 髟 (Biu — Biāo / biu1)
O radical de cabelos longos esvoaçantes, Kangxi nº 190. O Shuowen define 髟 como 長髮猋猋也; as fontes paleográficas o descrevem como figura humana com cabelo comprido ao vento.
Etimologia de 骨 (Gwat — Gǔ / gwat1)
O radical Kangxi nº 188, 'osso'. O Shuowen o define como 肉之覈也, 'o caroço/núcleo da carne', formado de 冎 com carne; a paleografia registra 冎 como forma mais antiga e 骨 como acréscimo posterior de 肉.
Etimologia de 首 (Sau — Shǒu / sau2)
O pictograma de cabeça humana, radical Kangxi nº 185. O Shuowen trata 首 como forma antiga ligada a 𦣻, com 巛 como cabelo; a paleografia lê cabeça com cabelo, às vezes sem o traço dos fios.
Etimologia de 飛 (Fei — Fēi / fei1)
O pictograma de ave em voo, radical Kangxi nº 183. O Shuowen define 飛 como 鳥翥也 "ave que se alteia"; as fontes paleográficas o leem como figura de pássaro batendo as asas.
Etimologia de 頁 (Jip — Yè / jip6)
O radical Kangxi nº 181, originalmente 'cabeça'. O Shuowen define 頁 como 頭也; a paleografia da CUHK lê o grafismo como cabeça e corpo humanos, com destaque para a cabeça.
Etimologia de 音 (Jam — Yīn / jam1)
O radical Kangxi nº 180, associado a som e voz articulada. O Shuowen define 音 como 'som' nascido no coração e ritmado no exterior; a paleografia o explica como derivado de 言, com marca no interior da boca para indicar som.
Etimologia de 韭 (Gau — Jiǔ / gau2)
O radical Kangxi nº 179, 'alho-poró / cebolinha-chinesa'. O Shuowen define 韭 como nome de hortaliça: 'a que se semeia uma vez e dura muito tempo'; as formas antigas registradas no 小學堂 vão de manuscrito Chu e 小篆 a 隸書 Qin-Han.
Etimologia de 韋 (Wai — Wéi / wai4)
O radical Kangxi nº 178, glosado no Shuowen como 相背也; nas formas antigas, é explicado como grafismo de cerco/guarda e depois empréstimo para 'couro curtido'.
Etimologia de 革 (Gaak — Gé / gaak3)
O radical Kangxi nº 177, “couro/pele curtida”. O Shuowen define 革 como “pele de animal tratada e despojada do pelo”; a paleografia registra formas de pele esfolada/posta em exibição e notas divergentes sobre o papel de 臼/𠦶.
Etimologia de 非 (Fei — Fēi / fei1)
O radical Kangxi nº 175, glosado no Shuowen como 違也 'contrariar, divergir'. As fontes paleográficas oscilam entre uma leitura semântica ligada a asas abertas/costas opostas e uma glosa moderna 'not; negative; non-'.
Etimologia de 隹 (Zeoi — Zhuī / zeoi1)
O pictograma de ave, radical Kangxi nº 172. O Shuowen define 隹 como “nome geral das aves de cauda curta”; a paleografia da CUHK lê simplesmente forma de pássaro.
Etimologia de 隶 (Dai — Lì / dai6)
O radical Kangxi nº 171. O Shuowen define 隶 como 及也 'alcançar; apanhar'; nas fontes modernas, o caractere aparece também como simplificação de 隸.
Etimologia de 酉 (Jau — Yǒu / jau5)
O radical Kangxi nº 164. O Shuowen glosa 酉 como 就也, ligado ao amadurecimento do painço no oitavo mês e ao vinho; a paleografia o lê como pictograma de vaso de vinho.
Etimologia de 辛 (San — Xīn / san1)
O radical Kangxi nº 160, associado a pungência, sofrimento e ao oitavo dos dez Troncos Celestes. O Shuowen o explica por maturação outonal, sabor picante e dor; a paleografia o lê como ferramenta de cinzelar/pena.
Etimologia de 赤 (Cek — Chì / cek3)
O caractere 赤, radical Kangxi nº 155. O Shuowen o define como “a cor do Sul”, de 大 + 火; as fontes paleográficas o leem como composto associativo ligado a fogo, vermelho e, por extensão, nu/despido.
Etimologia de 豸 (Zi — Zhì / zi6)
O radical Kangxi nº 153, associado a feras de dorso longo, insetos sem patas e à besta mítica xiezhi; o Shuowen o define pelo dorso comprido e pelo andar 豸豸然.
Etimologia de 豕 (Ci — Shǐ / ci2)
O pictograma de porco, radical Kangxi nº 152. O Shuowen define 豕 como 彘也 e descreve a cauda, os pelos, as patas e a leitura associada a 豨; a paleografia da CUHK lê o grafismo como porco visto de lado.
Etimologia de 谷 (Guk — Gǔ / guk1)
O caractere 谷, radical Kangxi nº 150. O Shuowen o define como “vale” por onde a nascente sai e comunica com o curso d’água; as fontes paleográficas o descrevem como a abertura entre montanhas, com 口 figurando a boca do vale.
Etimologia de 見 (Gin — Jiàn / gin3)
O caractere de ver, radical Kangxi nº 147. O Shuowen glosa 見 como 視也 “ver”; a paleografia o analisa como olho + pessoa ajoelhada, destacando o ato de ver.
Etimologia de 血 (Hyut — Xuè / hyut3)
O pictograma de sangue em recipiente, radical Kangxi nº 143. O Shuowen o define como o sangue sacrificial oferecido em rito; a paleografia o lê como sangue contido num vaso.
Etimologia de 色 (Sik — Sè / sik1)
O radical Kangxi nº 139, associado a cor, aparência, beleza e lust. O Shuowen define 色 como 顏气也 'a expressão/tez do rosto'; CUHK registra a análise paleográfica via o antigo grafismo de 印.
Etimologia de 艮 (Gan — Gèn / gan3)
O radical Kangxi nº 138, associado a dureza, imobilidade e ao trigrama da montanha. O Shuowen explica 艮 como 很也 a partir de 匕 e 目; a tradição paleográfica registra a forma antiga 𥃩.
Etimologia de 舟 (Zau — Zhōu / zau1)
O pictograma de barco, radical Kangxi nº 137. O Shuowen define 舟 como 船也 e o descreve como forma derivada de tronco escavado e remo talhado.
Etimologia de 舌 (Sit — Shé / sit3)
O pictograma da língua, radical Kangxi nº 135. O Shuowen explica 舌 como o que está na boca para falar e distinguir sabores; a paleografia o lê como língua protendida, por vezes modelada na língua bifurcada da serpente.
Etimologia de 臼 (Kau — Jiù / kau5)
O pictograma de almofariz, radical Kangxi nº 134. O Shuowen define 臼 como 舂也 e descreve a escavação no solo e depois em madeira ou pedra; a paleografia lê a cavidade com grão ao centro.
Etimologia de 至 (Zi — Zhì / zi3)
O pictograma de chegada/alcance, radical Kangxi nº 133. O Shuowen explica 至 como ave que desce até o solo; outras fontes analisam a forma como seta que alcança o ponto de chegada.
Etimologia de 臣 (San — Chén / san4)
O radical Kangxi nº 131, associado a "servo", "súdito" e "ministro". O Shuowen o explica como 牽也 e 事君也, "aquele que serve ao soberano", enquanto fontes paleográficas o leem como forma derivada de um olho verticalizado.
Etimologia de 聿 (Jyut — Yù / jyut6)
O radical Kangxi nº 129, glosado nas fontes como pincel; o Shuowen o define como 所以書也, com variantes dialetais antigas 楚謂之聿、吳謂之不律、燕謂之弗.
Etimologia de 耒 (Leoi — Lěi / leoi6)
O radical Kangxi nº 127, ligado ao arado e ao cabo curvo do instrumento de lavra. O Shuowen define 耒 como 'madeira curva para lavrar à mão'; a paleografia da CUHK lê os bronzes como ferramenta bifurcada de revolver a terra.
Etimologia de 而 (Ji — Ér / ji4)
O pictograma de barba/bigode na face, radical Kangxi nº 126. O Shuowen define 而 como 頰毛也 "pelos da face", e as fontes registram posterior empréstimo fonético para usos conjuntivos e gramaticais.
Etimologia de 羽 (Jyu — Yǔ / jyu5)
O pictograma de duas penas, radical Kangxi nº 124. O Shuowen define 羽 como 'pena longa de ave'; a paleografia lê a forma como duas penas ou duas asas de pássaro.
Etimologia de 网 (Mong — Wǎng / mong5)
O pictograma de uma rede aberta, radical Kangxi nº 122. O Shuowen define 网 como a rede de cordas de 庖犧 para pescar; a paleografia lê a forma como uma malha estendida.
Etimologia de 缶 (Fau — Fǒu / fau2)
O pictograma de um recipiente de barro com tampa, radical Kangxi nº 121. O Shuowen define 缶 como vaso de barro para conter vinho ou mosto e nota seu uso rítmico pelos Qin.
Etimologia de 立 (Laap — Lì / laap6)
O ideograma de uma pessoa em pé sobre o chão, radical Kangxi nº 117. O Shuowen glosa 立 como 住也 'ficar de pé; permanecer', e a paleografia o lê como figura humana ereta sobre a terra.
Etimologia de 戈 (Gwo — Gē / gwo1)
O pictograma de uma arma de haste longa, radical Kangxi nº 62. O Shuowen define 戈 como 平頭𢧢也; a paleografia o lê como forma de um antigo arma de lâmina transversal.
O futuro do conhecimento e usar os dois pés para andar
No fecho, sobre o quadro de Rafael: Aristóteles aponta para baixo e convida a usar os dois pés para andar — as quatro causas como técnica de integração do conhecimento, não verdade absoluta.
A causa final que só os outros descobrem
A causa final do indivíduo só se revela postumamente, aos que ficam; daí o existencialismo de Sartre e, na espécie, a seleção natural como causa final.
Penso, logo existo: a depressão como perda da causa eficiente
A causa eficiente do comportamento é o próprio agir; numa ponte com o cogito, a depressão é lida como perda da causa eficiente — deixar de agir é deixar de se reconhecer.
O deus platônico de cada área do saber
A fragmentação disciplinar é um retorno a Platão: cada área ganha seu deus absoluto — Weber, Darwin, Newton — sob cujo jugo o entendimento da realidade fica preso a poucas causas.
