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Os modelos de homem possível que os quadrinhos refletiram ao longo da história

O texto lê as eras dos quadrinhos de super-heróis como períodos em que se repetem certos modelos de herói e, por extensão, de homem ideal. A passagem de uma era para outra acompanha mudanças históricas, políticas e culturais, e o artigo liga cada fase a uma figura masculina que os quadrinhos ajudaram a fixar.

Fichamento
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  • A periodização dos quadrinhos em eras organiza o que é imitado e repetido em cada época da mídia.
  • A Era de Ouro começa com o Superman em 1938 e reúne heróis clássicos como Batman, Flash e Mulher-Maravilha.
  • Nessa fase, a crise de 1929, o New Deal e a Segunda Guerra Mundial moldam heróis ligados à ética do trabalho, ao patriotismo e ao sacrifício pelo país.
  • O Capitão América aparece como o maior ícone desse herói militarizado.
  • A Era de Prata é marcada pelo Comics Code Authority, pela autocensura e pela ideia de que heróis não matam.
  • Esse período privilegia histórias mais leves, com ficção científica, maniqueísmo e heróis sempre alinhados ao bem e aos bons costumes.
  • O Quarteto Fantástico e Reed Richards aparecem como modelo do homem de família, ao lado do imaginário do pai provedor e defensor da família nuclear.
  • A Era de Bronze traz temas como drogas, preconceitos sociais e raciais, junto com o enfraquecimento do CCA.
  • Arqueiro Verde e Lanterna Verde enfrentam problemas políticos e sociais, e os X-Men são relançados como grupo multiétnico sob a marca do preconceito contra mutantes.
  • O período desenha um homem politicamente engajado, consciente de um mundo mais complexo.
  • A Era de Ferro apresenta heróis mais brutais, anabolizados e cínicos, com avanço dos anti-heróis.
  • Watchmen e O Cavaleiro das Trevas são os exemplos centrais dessa fase.
  • O modelo proposto é o homem forte, imbatível e sem demonstração de fraqueza.
  • A Renascença surge como nostalgia da Era de Prata e reação à brutalidade da Era de Ferro.
  • Marvels e O Reino do Amanhã retomam e reordenam os papéis dos super-heróis por meio de olhares diversos.
  • No século XXI, o texto afirma que não cabe mais um único modelo ideal de homem, mas uma passagem entre papéis de trabalhador, patriota, companheiro, pai, engajado e vulnerável.