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Os 30 mandamentos do escritor e outras dicas importantes

A página compila conselhos de escritores e destaca regras de escrita como evitar palavras supérfluas, escrever com frases curtas, não pensar na crítica, manter disciplina e escolher bem as palavras. Também insiste em sinceridade, atenção ao leitor e na relação entre escrita, gesto e modo de dizer.

Fichamento
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  • Chuck Palahniuk propõe evitar verbos de pensamento por um semestre, como parte de um exercício para melhorar a escrita.
  • Carlos Drummond de Andrade diz para não exigir coerência maior dos outros nem de si mesmo por mais de três meses.
  • Os mandamentos reunidos por Revista Bula valorizam concisão, disciplina, sinceridade literária, autonomia diante do leitor e dos críticos, e uma escrita que se aproxima da poesia sem perder o limite da prosa.
  • Hemingway defende frases curtas, parágrafos iniciais curtos, linguagem vigorosa e a eliminação de adjetivos extravagantes.
  • Henry Miller recomenda escrever primeiro, seguir um programa e não o humor, parar na hora prevista e manter-se humano, vendo pessoas e indo a lugares.
  • Onetti aconselha mentir sempre, não escrever pensando em crítica, amigos, parentes ou leitor hipotético, e preservar a sinceridade literária.
  • Borges sugere evitar cenas domésticas em romances policiais e cenas dramáticas em diálogos filosóficos.
  • García Márquez afirma que não se deve forçar o leitor a reler uma frase, que quem se aborrece escrevendo aborrece o leitor, e que o final da história deve ser escrito quando ainda se está na metade.
  • Proust diz que uma verdade claramente compreendida não pode ser escrita com sinceridade e que um livro não deve parecer uma conversação nem buscar agradar ou desagradar.
  • Machado de Assis liga a escrita a um sentimento íntimo do tempo e do país, além de observar que palavra puxa palavra e ideia traz ideia.
  • Nietzsche destaca a escrita como imitação da fala, a riqueza dos gestos na vida, e a necessidade de aproximar-se da poesia sem ultrapassar seu limite.
  • Flaubert insiste na escolha das palavras como núcleo do talento de escrever e na presença invisível do autor na obra.