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Oliver Sacks diante da morte
Oliver Sacks relata que, aos 81 anos, descobriu múltiplas metástases no fígado depois de nove anos desde um melanoma ocular. Diante disso, diz que quer viver os meses restantes da forma mais rica, profunda e produtiva possível, com foco no essencial, nas amizades, no trabalho e nas despedidas.
Fichamento#
- Aos 81 anos, ele diz que parecia estar com boa saúde, nadando 1500 metros por dia, até descobrir múltiplas metástases no fígado.
- Ele lembra o diagnóstico anterior de melanoma ocular, tratado com radiação e laser, que o deixou cego de um olho.
- O câncer ocupa um terço do fígado, pode ter o avanço desacelerado, mas não pode ser parado.
- Ele toma para si a decisão sobre como viver o tempo que lhe resta e quer vivê-lo de modo mais rico, profundo e produtivo.
- Ele se apoia no exemplo de David Hume, que escreveu uma curta autobiografia ao saber que morreria de doença.
- Ao ler Hume, reconhece diferenças de temperamento, já que se vê como veemente e pouco moderado nas paixões.
- Nos últimos dias, passou a ver a própria vida como uma paisagem distante, com sentido mais amplo da conexão entre suas partes.
- Diz que não considera a vida encerrada e quer aprofundar amizades, despedir-se de quem ama, escrever mais e viajar se tiver força.
- Afirma que precisa de audácia, clareza e conversas diretas para acertar contas com o mundo.
- Diz que agora há tempo para diversão e até para bobagem.
- Sente um foco mais claro e conclui que não há mais tempo para nada que não seja essencial.
- Pretende concentrar-se em si, no trabalho e nos amigos, e parar de assistir ao jornal todas as noites.
- Diz que ainda se importa com Oriente Médio, aquecimento global e desigualdade, mas não vê mais essas questões como sua alçada.
- Regozija-se ao encontrar jovens capazes e sente que o futuro está em boas mãos.
- Nos últimos dez anos, percebeu mais as mortes de contemporâneos e sente cada perda como uma ruptura.
- Afirma que cada pessoa é insubstituível e que a morte deixa buracos que não podem ser preenchidos.
- Reconhece ter medo, mas diz que seu sentimento predominante é gratidão.
- Resume a própria vida como amor, leitura, viagem, pensamento, escrita e comunicação com o mundo, além do privilégio de ter sido um ser senciente neste planeta.
