I have nothing to declare except my genius
Frase atribuída a Oscar Wilde como resposta a um funcionário da alfândega de Nova York em janeiro de 1882, quando Wilde desembarcou para sua turnê de palestras pelos Estados Unidos. Apocrífica.
O Quote Investigator rastreou a primeira aparição até 1910 — The Oscar Wilde Calendar compilado por Christopher Sclater Millard sob o pseudônimo Stuart Mason. Wilde tinha morrido em 1900. Nenhum jornal de janeiro de 1882, americano ou britânico, reportou a réplica, apesar de a chegada de Wilde ter sido extensamente coberta — o New York Times dedicou matéria, o World publicou entrevista. A frase teria sido boa demais para passar despercebida na imprensa contemporânea, e não passou.
Robert Ross, amigo e executor literário de Wilde, é o candidato mais provável a ter posto a frase em circulação. Ross colaborou com Millard no calendário de 1910 e com Arthur Ransome na biografia Oscar Wilde: A Critical Study (1912), em que a anedota também aparece. A formulação pode ter sido dita por Wilde em conversa privada como o que ele teria gostado de dizer, ou inventada como ornamento póstumo da figura — não há registro de testemunhas oculares.
