Nothing succeeds like undress
Frase atribuída a Oscar Wilde em algumas antologias e à Dorothy Parker em outras. A circulação como Wilde é minoritária mas frequente o suficiente para entrar em listas de bons mots dele. Sem fonte primária em qualquer texto wildeano.
A trajetória rastreada pelo Quote Investigator passa por três etapas. Em 1893, Wilde escreve em A Woman of No Importance (Ato III, Lord Illingworth) “Nothing succeeds like excess” — variação proposital do provérbio francês “Rien ne réussit comme un succès” atribuído a Alexandre Dumas pai. Em janeiro de 1906, o New Castle Herald publica anonimamente “Nothing succeeds like undress” como “Motto for Ladies at the Opera”. Em 1918, Dorothy Parker usa a piada em resenha teatral na Vanity Fair, sem reivindicar autoria.
A versão “undress” não é de Wilde. É variação anônima de 1906 sobre a frase wildeana de 1893 — três níveis de sucessão de provérbio. Parker popularizou-a sem ter inventado-a. O fato de uma das frases verdadeiras de Wilde estar a um trocadilho de distância da frase falsa explica a confusão.
