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No Mundo da Mutação

O texto apresenta o Ijing como base para entender o pensamento chinês. Em vez de um sistema único e fixo, ele descreve um mundo em mutação contínua, regido por ciclos, padrões e pela oposição complementar entre princípio e matéria.

Fichamento
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  • O pensamento chinês não deve ser tratado como um bloco único, porque há escolas que reinterpretam uma estrutura antiga.
  • O Ijing aparece como texto fundador, associado à versão coligida por Confúcio.
  • O mundo material é descrito como mundo da mutação, em que tudo nasce, se transforma e perece.
  • Li é o princípio que dá estrutura e permite classificar as coisas.
  • Qi é a matéria primordial, ou energia, da qual as formas se condensam.
  • Taiji expressa a oposição complementar entre Li e Qi, articulada por yin e yang.
  • Shi nomeia a propensão de algo para certa ação dentro da mutação.
  • He é a harmonia como equilíbrio dinâmico entre as tendências.
  • Sheng é a sabedoria de acompanhar as mudanças da natureza e ajustar-se a elas.
  • No século -6, a crise social e política levou à retomada e à reinterpretação desse sistema.
  • Dao passa a designar um caminho ou método para restabelecer a harmonia.
  • O texto afirma que o pensar chinês dá pouca centralidade ao verbo ser e prefere a noção de estar.
  • O texto também afirma que há pouco interesse pela metafísica, pela transcendência e pelos mitos de criação.
  • A conclusão apresenta as filosofias chinesas como formas de pensamento voltadas ao ajuste contínuo ao mundo da mutação.