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Neoliberalismo como cultura, amor como política
00:08:23 — Neoliberalismo como cultura, amor como política
Adriana propõe que o amor não é apenas atravessado pelo neoliberalismo — ele é uma forma de governança neoliberal. Michel se apressa em tirar o conceito do registro estritamente econômico: para os antropólogos, neoliberalismo é uma maneira de organizar vida, cultura e subjetividades a partir de premissas como individualismo, competitividade, pragmatismo e metrificação do cotidiano. Daí o próximo passo: se isso impacta a cultura, impacta o amor — e se o amor está atravessado por escalas de desigualdade que definem acesso a recursos, então amar é, também, um ato político.
