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Não, o hemisfério não é dos EUA

O texto apresenta o não alinhamento ativo como uma política externa que busca oportunidades caso a caso, sem se prender a alinhamentos fixos com EUA, China ou Rússia. A América Latina aparece como espaço central dessa estratégia, puxada por comércio, investimentos e pela necessidade de diversificar relações diante das pressões de Washington.

Fichamento
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  • Gabriel Boric visitou a China e depois a Casa Branca em outubro de 2023, e o Chile manteve comércio relevante com os dois países sem seguir integralmente nenhuma grande potência.
  • Jorge Heine define o não alinhamento ativo como uma política externa que avalia novas oportunidades em seus próprios termos e não como uma posição ideológica.
  • Os autores tratam o conceito como uma atualização do Movimento dos Países Não Alinhados para um cenário de nova competição entre grandes potências.
  • A estratégia ganhou força com a pandemia de COVID-19, a reeleição de Trump e as guerras na Ucrânia e na Palestina.
  • A América Latina aparece como região em que o não alinhamento ativo se desenvolveu e prosperou, em especial pela busca de comércio e assistência fora dos EUA.
  • Gustavo Petro é citado como exemplo dessa postura ao defender que a América Latina volte ao centro do mundo e ao combinar acordos com China e Europa com críticas aos ataques dos EUA contra embarcações na costa da Venezuela.
  • A China surge como parceiro econômico por meio de comércio, investimento e cooperação financeira, e o comércio entre América Latina e China cresceu quarenta vezes entre 2000 e 2023.
  • O Brasil é apresentado como caso de diversificação, mantendo diálogo com Washington enquanto amplia relações com a China e articula propostas próprias, como um plano de paz para a Ucrânia com países do Sul Global.
  • Angola é usada como exemplo africano de equilíbrio entre potências, ao receber empréstimos chineses e também financiamento dos EUA para o Corredor de Lobito.
  • O texto mostra que vários países africanos e asiáticos evitaram apoiar sanções e alinhamentos automáticos na guerra da Ucrânia, enquanto a Índia ampliou importações de petróleo russo.
  • Sob o segundo mandato de Trump, Heine sustenta que o não alinhamento ativo ficou ainda mais relevante, porque a estrutura da economia mundial impede uma ruptura simples com a China.