Não há sociedade pura: o inteligente, o burro e a morte
00:49:47 — O inteligente vive para dentro; o burro, para fora
Atribuída a um professor coreano e viralizada na internet, a síntese provocadora distingue dois modos de viver: a pessoa “inteligente” vive para dentro e a “burra” vive para fora. O termo “burro” é usado num sentido bem livre, sem relação com cognição — a pessoa “burra” é a que atende às demandas externas, vivendo em função do olhar e das exigências dos outros.
00:51:47 — Não há sociedade pura: só o multicultural — e a morte
Cada pessoa carrega em si tanto o lado “inteligente” quanto o “burro”, e por isso, na prática, não existem sociedades puramente coletivistas ou individualistas — tudo é multicultural, ainda mais no mundo hiperconectado. Esse excesso de contextos alheios explica por que nunca estivemos tão conectados e tão sozinhos. O contraste de fundo é o do indivíduo versus divíduo e o do holismo de Dumont. E o único elemento que unifica todas essas sociedades é a morte — descrita, com apoio em Lévi-Strauss e no princípio de Lavoisier, como retorno à ancestralidade.
