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Meu avô estava certo

O autor conta que achava ridículo o hábito do avô de levar sacola à feira e comprar a granel, porque via as embalagens plásticas como mais práticas e socialmente validadas. Com o tempo, ele percebe que aquilo que parecia atraso era uma forma de gastar pouco, comprar só o necessário e evitar desperdício.

O texto aproxima essa prática antiga do discurso atual sobre mercado colaborativo, produção artesanal e redução do uso de plástico. Também relaciona o acúmulo de lixo doméstico ao impacto em cidades grandes e conclui que o avô já fazia, sem nome bonito, o que hoje se chama consumo consciente.

Fichamento
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  • O narrador dizia achar engraçado e meio ridículo o avô levar a sacola debaixo do braço para a feira.
  • Ele preferia os produtos em embalagens plásticas fechadas, que pareciam mais corretos e tinham validação social.
  • Produtos comprados a granel eram mais baratos e faziam o narrador se sentir um pouco mais pobre.
  • Depois de 15 ou 20 anos, o governo passa a estimular que as pessoas levem sacola ao mercado.
  • O texto liga isso ao interesse por mercado colaborativo, produção artesanal e menos plástico.
  • O autor observa que o lixo doméstico é, em grande parte, plástico, e projeta esse volume para milhões de habitantes de uma cidade como São Paulo.
  • Para o avô, o que importava era gastar pouco, comprar só o necessário, não desperdiçar e não gerar montes de lixo.
  • O narrador termina reconhecendo que o avô esteve certo desde o princípio.