Mensagem essencial no Mês da Mulher — Medo e Delírio
00:25 — “Eu sou mulher, então é claro que…”#
Série de estereótipos enunciados em tom irônico por uma comediante: não tem graça, já foi assediada mas “estavam me elogiando”, não pode sair de roupa curta, foi promovida “porque estava dando pro chefe”, é burra e emocional, não sabe dirigir, seu lugar é na cozinha (menos nas cozinhas profissionais), é machona quando incisiva, é péssima mãe se trabalha, quer atenção se está arrumada, não pode ser bonita e inteligente, sempre terá um homem opinando no seu corpo, e tudo que falar é “lacração”.
01:23 — Perguntas que invertem a lógica do machismo#
“Se o homem nasceu para ser provedor, por que metade das famílias brasileiras são sustentadas por mãe solo?” “Se é o homem que não consegue controlar os seus instintos, por que a gente tranca as mulheres em casa e não os homens?” “Se o homem é mais racional, por que ele se mata por causa de jogo de futebol?”
01:49 — Patriarcado, machismo e misoginia#
Patriarcado é o sistema que coloca vantagens e privilégios para os homens. Machismo é o sintoma imediato desse sistema — o comportamento violador e violento. Misoginia é a expressão máxima: o horror, o terror, o nojo e o ódio às mulheres.
02:06 — A ideologia de gênero que realmente existe#
“A socialização masculina nos leva a esse lugar. Diante de uma negativa, de uma frustração, vem o ressentimento. E esse ressentimento não pode ser reconhecido, porque o homem não pode se sentir assim. E qual é o efeito disso? A violência.” Termina reconhecendo que fala de um lugar não isento, reinventando a própria masculinidade: “Existe ideologia de gênero, sim. É essa que coloca o homem nesse lugar de poder e que está matando mulheres todos os dias.”
03:01 — O agressor não surgiu do nada#
“Esse homem não apareceu do nada. Ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Normalizado por todos que ficaram em silêncio. Educado por uma escola que nunca falou nada. Absolvido por uma sociedade que ainda acha que amor e posse são a mesma coisa.” Encerra: “Enquanto a gente sobrevive, quatro de nós por dia não conseguem.”
