Non si può chiamare ancora virtù ammazzare li suoi cittadini, tradire gli amici, essere senza fede, senza pietà, senza religione; li quali modi possono far acquistare imperio, ma non gloria
Do capítulo VIII de O Príncipe. O exemplo é Agátocles, que reuniu certa manhã o povo e o senado de Siracusa e mandou os soldados matarem “tutti li Senatori, e li più ricchi del popolo”. Maquiavel reconhece “la virtù di Agatocle nell’entrare e nell’uscire de’ pericoli, e la grandezza dell’animo suo”, mas recusa o nome: matar os concidadãos, trair os amigos, viver sem fé, sem piedade e sem religião pode dar império, não dá glória. Logo em seguida diz que a crueldade e a desumanidade de Agátocles “non consentono che sia tra li eccellentissimi uomini celebrato”.
Em tradução livre: não se pode chamar de virtude matar os seus cidadãos, trair os amigos, ser sem fé, sem piedade, sem religião; esses modos podem fazer conquistar império, mas não glória.
A grafia segue a edição revisada do Wikisource.
O trecho entrou na pesquisa Pequeno Tratado em Áudio como o recuo clássico diante da “virtude do tirano”, que a definição de trabalho da série admite em princípio.
