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Made in Brazil

O texto sustenta que a crise econômica brasileira não resulta da “tempestade perfeita” externa temida em 2013, mas de um processo doméstico acumulado por anos e acelerado no fim de 2014. A combinação de crescimento nulo, inflação acima de 7%, deterioração do mercado de trabalho, baixa produtividade e aumento da dívida pública aparece como efeito de escolhas do governo.

Fichamento
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  • A “tempestade perfeita” externa de 2013 não se confirmou, porque o Brasil não perdeu o grau de investimento e os juros americanos ficaram abaixo do nível temido.
  • Sem a ajuda da conjuntura internacional, o governo acabou produzindo uma versão doméstica do mesmo desastre econômico.
  • As projeções do Focus indicam crescimento nulo em 2015 e inflação acima de 7%, sem contar eventuais racionamentos de energia e água.
  • O texto prevê piora do mercado de trabalho em 2015 e acha difícil que o desemprego continue tão baixo quanto nos anos anteriores.
  • O autor rejeita a ideia de que a crise seja explicada só pelas políticas mais recentes e diz que ela vem sendo construída há anos.
  • Na política macroeconômica, o governo teria respondido à desaceleração com aumento sem precedentes do gasto público e enfraquecimento da disciplina fiscal.
  • A Lei de Responsabilidade Fiscal aparece como sacrificada em nome da “nova matriz macroeconômica”.
  • A política monetária desde 2011 é descrita como descuidada com a inflação e como um retrocesso institucional.
  • Na política microeconômica, o governo teria retomado a intervenção em setores importantes e reduzido o ritmo de expansão da produtividade.
  • O resultado apontado é estagnação, inflação acima da meta, déficits externos altos, dívida pública crescente e má gestão da Petrobras e do setor energético.
  • O texto atribui responsabilidade também aos economistas que apoiaram a política econômica da presidente e depois tentaram se distanciar do problema.