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Liniers: “Vamos nos lembrar de 2020 como o ano em que houve menos abraços no mundo”

Liniers diz que 2020 será lembrado como o ano em que houve menos abraços no mundo, e liga essa falta de contato físico a um trauma duradouro. Ele também afirma que a pandemia não tornou as pessoas melhores, apenas repetiu velhos comportamentos.

Fichamento
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  • Diz que desenhou mais personagens na natureza durante o confinamento e evitou espaços fechados no trabalho.
  • Acha que as pessoas não aprenderam muito com a pandemia e vão continuar agindo do mesmo jeito.
  • Relaciona a falta de abraços a um trauma, comparando esse efeito ao que o 11 de Setembro deixou.
  • Acredita que os primeiros anos depois de uma pandemia podem ser divertidos, como nos anos 1920 após a pandemia anterior.
  • Diz que crises não são boas para ninguém, embora depois delas apareçam obras interessantes.
  • Explica que seu processo mistura texto e desenho, com ideias que surgem depois que ele acorda e em cadernos ou no celular.
  • Recomenda a quem está começando a fazer quadrinhos que faça as pazes com o fracasso.
  • Diz que a morte de Quino deixou os desenhistas um pouco órfãos.
  • Aconselha novos ilustradores a não lerem comentários nas redes sociais.
  • Afirma que o trabalho criativo precisa parecer fácil, mesmo exigindo muito esforço.
  • Avisa que a polarização nas redes sociais pode levar a algo mais sombrio.
  • Diz que a humanidade está deprimida porque ter tudo à mão não a tornou mais feliz.
  • Defende mais quadrinhos para crianças, porque os vê como porta de entrada para os livros.
  • Define Macanudo como uma forma de se psicanalisar e de pôr no papel angústias e medos.