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Le plaisir de l'amour est d'aimer; et l'on est plus heureux par la passion que l'on a que par celle que l'on donne

Máxima 259 das Maximes. La Rochefoucauld inverte a direção comum do discurso amoroso, que coloca a felicidade no ser amado: o prazer está em amar, não em ser amado. O sujeito apaixonado é mais feliz que o objeto da paixão.

A formulação aparece em diálogo com a tradição cortês francesa que valorizava o fin amor como movimento do amante, e ressurge em registros mais modernos — Stendhal, De l’amour (1822), retoma a tese ao discutir a “cristalização” como fenômeno que beneficia mais quem cristaliza do que o objeto cristalizado.