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Kierkegaard e a reinvenção do existencialismo
Kierkegaard aparece como ponto de partida para o existencialismo francês porque sua filosofia põe a subjetividade no centro da verdade, da liberdade e da relação com o cristianismo. O texto destaca também que, em Merleau-Ponty e Sartre, há uma aproximação com Hegel e uma tentativa de pensar a subjetividade sem abandonar totalmente a questão da interioridade.
Fichamento#
- Kierkegaard é apresentado como o primeiro filósofo existencialista e como alguém cuja fórmula “a subjetividade é a verdade” antecipa o existencialismo francês.
- O texto relaciona o “renascimento” de Kierkegaard nos anos 1920 à leitura de Jean Whal e à recepção francesa de seus estudos em 1938.
- Merleau-Ponty é lido como alguém que aproxima Kierkegaard do que é concreto, mas distingue uma boa imanência da subjetividade no mundo de uma má imanência do espírito absoluto.
- A crítica a Hegel passa pela oposição entre o saber absoluto e a existência finita, tomada como espaço privilegiado da verdade.
- Em Kierkegaard, o problema não é a verdade do cristianismo em si, mas a relação do indivíduo com o cristianismo e com a felicidade eterna.
- O texto diz que Kierkegaard centra o ataque no pensamento objetivo, que esvazia a subjetividade quando é tomado como fundamento.
- O instante é descrito como o limite existencial do tempo, o momento em que ocorre um salto qualitativo e a liberdade opera dentro da finitude.
- Segundo o texto, as obras de Kierkegaard fundam uma antropologia em que o desdobramento do sentido interior organiza o movimento da subjetividade.
- Sartre e Merleau-Ponty procuram em Hegel uma forma de pensar a intencionalidade e a reversibilidade entre interior e exterior, mas sem abandonar a saída kierkegaardiana pela subjetividade.
- A dialética de Kierkegaard é descrita como comunicativa e negativa, sem alcançar os resultados do saber absoluto, e por isso se aproxima da dialética truncada que Sartre reconhece em certos domínios da experiência.
