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Inventando o fim de semana

O texto acompanha a queda da Segunda-Feira Santa como dia de descanso dos trabalhadores e liga esse processo à passagem do trabalho por tarefas para o trabalho cronometrado. Com a máquina a vapor, com a moral vitoriana, com a temperança e com o meio feriado de sábado, o tempo de trabalho ficou mais regular e o lazer passou a ser mais organizado e sancionado.

Fichamento
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  • A observância do domingo como sabá cristão surgiu, em parte, como distinção em relação aos judeus; séculos depois, o sabatismo quis restaurar o sábado por razões religiosas e sociais.
  • Na Inglaterra pré-industrial, a Segunda-Feira Santa era um dia comum de folga, usado para descanso, bebida e sociabilidade.
  • O hábito de faltar à segunda-feira vinha do ritmo do trabalho por tarefas, em que o descanso começava quando o conjunto de tarefas era concluído.
  • Patrões viam esse costume como um obstáculo à produção regular e passaram a pressioná-lo mais com a expansão da máquina a vapor.
  • A temperança e a severidade moral vitoriana ajudaram a enfraquecer a Segunda-Feira Santa ao tratar o prazer operário como degeneração.
  • O meio feriado de sábado foi apresentado como benefício aos trabalhadores, mas serviu para trocar algumas horas de sábado por mais trabalho na segunda-feira.
  • A passagem para o trabalho cronometrado tornou o trabalho menos inteligível, porque ele passou a ocorrer no meio de processos maiores e opacos.
  • As escolas do século XIX passaram a treinar crianças para tolerar atividades sem sentido dentro de cronogramas rígidos, como parte da adaptação ao capitalismo.
  • Reformadores de classe média condenavam o lazer popular como vazio e grosseiro e defendiam formas estruturadas de recreação.
  • O texto conclui que a questão não é como gastar mais tempo livre, mas que tipo de experiência pode existir quando o tempo deixa de ser dirigido por fins impostos.