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Imperfeição como adorno da perfeição | WTF #45

O texto parte de exemplos cotidianos para dizer que defeitos aparentes podem se converter em qualidade, como a maçã bichada, a ficção científica datada, objetos usados e a estética wabi-sabi. Também contrapõe essa valorização da pátina à cultura da obsolescência programada e à vontade de trocar o que ainda funciona.

Fichamento
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  • Uma maçã bichada pode ser vista como exemplo de que uma falha aparente não impede que o resto seja melhor.
  • Coisas datadas podem ganhar valor estético porque passam a ser lidas como usadas, gastas e marcadas pelo tempo.
  • A ficção científica escrita nos anos 50 e lida nos anos 80 é descrita como interessante justamente por trazer futuros que nunca acontecerão.
  • O wabi-sabi transforma imperfeição, pátina e incompletude em critério de beleza.
  • A lógica da obsolescência programada desvaloriza a pátina, sobretudo em eletrônicos, e incentiva a troca precoce de aparelhos.
  • O texto usa o próprio smartphone arranhado como exemplo de objeto ainda funcional, mas já marcado pelo uso.
  • A mesma idealização do novo e do sem marcas aparece na forma como se olha para corpos e personalidades.
  • A cultura do Photoshop favorece simetria e perfeição, mas isso pode produzir estranhamento e insegurança.
  • Em termos morais, o texto associa perfeição excessiva a algo menos humano e menos interessante.
  • O texto menciona exemplos religiosos e literários para defender que alguma falha, limite ou imperfeição pode aproximar mais do amor, da graça ou da beleza.
  • A conclusão é que a beleza física e moral está mais no estado honesto e natural do que na busca pela perfeição absoluta.