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Imitation is the sincerest form of flattery that mediocrity can pay to greatness

Frase rotineiramente atribuída a Oscar Wilde em redes e antologias. A primeira parte (“Imitation is the sincerest form of flattery”) tem origem rastreável: Charles Caleb Colton, em Lacon, or Many Things in Few Words (1820, vol. I, p. 113), formula “Imitation is the sincerest of flattery”. A linhagem do verbete é mais antiga ainda — The Spectator de 1714 já tinha “Imitation is a kind of artless Flattery”.

A extensão da frase com a oposição entre mediocridade e grandeza tem trajetória independente. The Dublin Monthly Magazine publicou em 1842 uma formulação próxima: “Plagiarism is the homage that Mediocrity pays to Genius”. Variantes em Punch e em outros periódicos britânicos da segunda metade do século XIX desenvolvem a ideia, mas nenhuma atribui a Wilde.

Wilde tem uma fala próxima registrada em 1882, durante a turnê americana, sobre o personagem Bunthorne (caricatura de esteta no Patience de Gilbert e Sullivan): “That is the homage which mediocrity pays to that which is not mediocre”. A fala foi transcrita em jornais americanos em 1882 (Quote Investigator cita o Boston Globe de 17 de janeiro). Mas a versão moderna fundindo as duas tradições — flattery + mediocridade/grandeza — emergiu no século XX, anônima, e foi posta na conta de Wilde por similaridade temática. A frase composta exata não está em nenhum texto verificado de Wilde.