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Humores

O texto contrapõe o sentido atual de “humor” ao sentido antigo ligado aos humores do corpo para mostrar que é errado explicar a fraqueza da economia pelo “mau humor” de empresários. Para o autor, a confiança baixa é efeito do desempenho econômico e da política adotada, não sua causa.

Fichamento
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  • O texto lembra que “humor” já foi entendido como fluido físico e usado para explicar temperamento e doença.
  • Sustenta que a teoria dos humores foi abandonada pela medicina, restando apenas expressões como “mau humor”.
  • Diz que é irônico usar essa visão para atribuir a prostração da economia brasileira ao mau humor dos empresários.
  • Afirma que a confiança empresarial e a do consumidor estão baixas, mas que isso decorre da economia, e não o contrário.
  • Aponta como origem do quadro a política econômica conduzida desde 2009, com troca da meta fiscal por “contabilidade criativa” e perda de transparência das contas públicas.
  • Diz que a meta de inflação foi deixada de lado e que o Banco Central passou a seguir outros objetivos, como crescimento e câmbio.
  • Indica que as expectativas de inflação estão perto do limite superior da meta em 2014 e acima de 6% no ano seguinte.
  • Cita como sinais da desconfiança as concessões rodoviárias fracassadas, o leilão de Libra com apenas um consórcio e os controles de preços.
  • Afirma que os controles de preços afetam biocombustíveis e energia e prejudicam planos de investimento.
  • Conclui que instabilidade macroeconômica, mudança de regras e controles de preços formam um ambiente ruim para o crescimento econômico.