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Zwei Seelen wohnen, ach! in meiner Brust

De Faust I, cena Vor dem Tor (Diante do portão da cidade), Vers 1112. Passeio de Páscoa: Faust e seu discípulo Wagner observam a multidão festiva, e Faust formula o impasse: “Zwei Seelen wohnen, ach! in meiner Brust, / Die eine will sich von der andern trennen”. Uma alma agarra-se ao mundo no abraço dos órgãos do amor; a outra arranca-se com violência da poeira para os campos dos antepassados elevados.

Tradução Jenny Klabin Segall (Editora 34): “Duas almas, ai! convivem em meu peito, / E uma da outra anseia separar-se”. A formulação ganhou vida própria como diagnóstico de cisão moderna — Freud cita-a, Jung trabalha-a, e a cultura popular reduz “as duas almas” a clichê. No drama, a fala precede a aparição do poodle preto que se revela Mefistófeles, e justifica internamente a abertura de Faust ao pacto: a vida cindida procura quem a unifique pela aceleração.