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Was ist der Mensch, der gepriesene Halbgott!

De Die Leiden des jungen Werthers (Os sofrimentos do jovem Werther, 1774), Livro II, carta datada de 6 de dezembro. “Was ist der Mensch, der gepriesene Halbgott! Ermangeln ihm nicht eben da die Kräfte, wo er sie am nötigsten braucht? Und wenn er in Freude sich aufschwingt oder im Leiden versinkt, wird er nicht in beiden eben da aufgehalten, eben da zu dem stumpfen, kalten Bewußtsein wieder zurückgebracht, da er sich in der Fülle des Unendlichen zu verlieren sehnte?”. O que é o homem, o tão louvado semideus — não lhe faltam as forças justamente onde mais precisa delas?

A carta antecede o desfecho do romance. Werther percebe que tanto na alegria quanto no sofrimento a consciência fria o devolve a si mesmo no momento em que ele desejava perder-se na plenitude do infinito. A fórmula condensa a queixa central do Sturm und Drang: o homem é vendido como semideus pela tradição filosófica, e a experiência confirma o oposto. A tradução de Erlon José Paschoal (Estação Liberdade, 1999) verte: “O que é o homem, esse semideus celebrado!”. O romance saiu anônimo na Feira do Livro de Leipzig em 1774 e desencadeou a “febre Werther” europeia — Napoleão dizia tê-lo lido sete vezes.