Es irrt der Mensch, so lang er strebt
De Faust I, Prolog im Himmel (Prólogo no Céu), Vers 317. Mefistófeles aposta com o Senhor que conseguirá desviar Faust, e o Senhor responde: “Es irrt der Mensch, so lang er strebt”. O homem erra enquanto se esforça. A fala desenha a economia teológica do drama inteiro: o erro não anula o estriving, ele é a condição dele. A salvação fáustica do final da Parte II (Wer immer strebend sich bemüht, den können wir erlösen) ecoa este versículo do prólogo.
Tradução Jenny Klabin Segall (Editora 34): “Erra o homem enquanto luta”. A formulação carrega a inversão luterana sobre obras e graça filtrada por Goethe: a obstinação no movimento justifica, mais do que a perfeição moral. O Prolog im Himmel foi composto tarde, entre 1797 e 1800, para emoldurar o drama anterior dentro de uma estrutura que dialoga diretamente com o Livro de Jó.
