Edel sei der Mensch, hilfreich und gut
Da ode Das Göttliche (O divino), 1783, primeiro publicado no Tiefurter Journal. Versos de abertura: “Edel sei der Mensch, / Hilfreich und gut! / Denn das allein / Unterscheidet ihn / Von allen Wesen, / Die wir kennen”. Seja nobre o homem, prestativo e bom, pois só isso o distingue de todos os seres que conhecemos. O poema continua estabelecendo que a natureza é indiferente (faz brilhar o sol sobre maus e bons) e que cabe ao homem fazer o que ela não faz: distinguir, escolher, julgar, premiar e punir.
A ode marca o trânsito de Goethe do Sturm und Drang juvenil (Werther, 1774) para o classicismo de Weimar. Foi composta no período em que ele administrava o ducado para Karl August e absorvia Spinoza por influência de Herder; o tom é ético-naturalista, não cristão. A primeira pessoa do plural (“die wir kennen”) situa o homem dentro do conhecível, sem postular transcendência: a nobreza humana é definida funcionalmente, pelo que nenhum outro ser faz. A passagem é frequentemente citada na cultura alemã como divisa do humanismo de Weimar.
