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Gilberto Gil: 'Sou hacker. Um ministro hacker'
Gilberto Gil liga sua atuação no Ministério da Cultura a pautas de tecnologia e internet. Ele defende a difusão de banda larga, software livre, Creative Commons, games como cultura e uma reforma da lei de direitos autorais, vendo essas mudanças como parte de um movimento de democratização do acesso e da criação.
Fichamento#
- Gil diz que seu novo disco foi influenciado pela função ministerial e que se tornou uma espécie de porta-voz de assuntos tecnológicos no governo.
- A entrevista mostra sua aproximação com o software livre, com Creative Commons, com o uso da internet e com eventos como a Campus Party e o Fórum de Software Livre.
- Ele afirma que a tecnologia é uma extensão do homem e vê as máquinas como meios de liberar tempo para outras formas de pensamento e criação.
- Sobre direitos autorais, diz que a lei precisa mudar e que o Ministério vai propor uma reforma, mas sem liberar tudo, porque defende regulações e usos parciais, como fragmentos, compartilhamentos e recombinações.
- Gil reconhece que a indústria já começa a aceitar mudanças, citando o fim de DRM em parte do mercado e o crescimento das licenças Creative Commons.
- Ele trata os games como cultura porque os vê como forma de expressão, criação, narrativa, desenho, animação e experiência teatral.
- Na política cultural, destaca os pontos de cultura e os kits digitais como formas de colocar comunidades em rede, com câmeras, gravação, filmagem e publicação na internet.
- Diz que divulga o uso de celulares para filmagem em seus shows como parte de uma defesa da democratização e da popularização das tecnologias.
- Ao falar do futuro da música, prevê o fim do CD ao longo de cerca de 20 anos e imagina modelos em que marcas comerciais apoiem a distribuição de músicas.
- Ao ser chamado de “ministro hacker”, concorda com a definição e diz se ver como um hacker, um ministro hacker e um cantor hacker.
