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Futurists have their heads in the clouds

O texto argumenta que futuristas erram quando imaginam tecnologias inéditas e subestimam continuidades do presente. A proposta é prever 2050 pela extrapolação de tendências já em curso, especialmente nos EUA e no mundo rico globalizado.

Fichamento
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  • Futuristas tendem a parecer escritores de ficção científica sem enredo, porque se fixam em possibilidades tecnológicas e metáforas associadas.
  • Para prever melhor, é preciso ser incrementalista e assumir que a natureza humana muda pouco na maior parte dos eixos.
  • O que mais importa no futuro costuma ser a continuação de tendências já nascentes, não invenções totalmente novas.
  • Em 2050, haverá uma colônia marciana civil, com cidade em crescimento e participação de empresas privadas, NASA e outros programas nacionais.
  • A vida econômica será fortemente mercantilizada, com atenção, tempo e tokens entrando em mercados voláteis e gerando ganhos extremos.
  • A IA corporativa será a mudança futurista mais presente no cotidiano, ajudando com agenda, escrita e apresentações, ao mesmo tempo em que ameaça trabalhadores de escritório e artistas.
  • O supersensorium de entretenimento continuará a crescer, com realidade virtual ganhando espaço e aumentando a exposição contínua a estímulos.
  • A sociedade terá menos lojas físicas e mais entregas rápidas por aplicativo, drone ou pequeno robô.
  • A maior parte da educação acontecerá online, com tutores privados, MOOCs e centros de prova substituindo boa parte da experiência universitária tradicional.
  • A engenharia genética de embriões para evitar doenças será comum, mas sem melhorar de modo significativo inteligência, atlética ou atratividade.
  • Tecnologias de anti-idade vão ampliar a saúde dos ricos e tornar mais visível a diferença entre quem tem mais e quem tem menos recursos.
  • O padrão de vida continuará subindo, com casas inteligentes, carros elétricos, óculos de realidade aumentada e uma estética mais integrada e discreta.
  • Famílias terão menos peso social, com alta presença de lares monoparentais e maior intervenção do Estado em cuidados e renda básica.
  • Mulheres terão domínio crescente na economia e na sociedade, com mais diplomas, mais renda em áreas urbanas e maior presença institucional.
  • O throuple e outras formas de poliamoria ganharão mais aceitação pública e possivelmente legalização nacional.
  • A população não branca será maioria nos Estados Unidos, enquanto minorias seguirão se destacando em universidades, empresas e áreas criativas.
  • Guerras entre grandes potências seguirão raras, com continuidade da paz nuclear e sem uma Terceira Guerra Mundial.
  • Ao mesmo tempo, redes sociais intensificarão guerras culturais internas, linchamentos públicos e instabilidade social.
  • O Ocidente ficará mais parecido com a China, com maior controle de discurso, censura e policiamento de ideias em parceria entre governos e grandes plataformas.
  • Cultura e comportamento ficarão mais cautelosos e menos arriscados, com menos sexo, drogas, affairs e criatividade.
  • O período 2000-2020 é visto como fraco em comparação com 1950-1970 em arte, música, literatura, cinema e descobertas científicas.
  • O autor encerra com uma reflexão pessoal sobre envelhecer até 2050, ver o fechamento da livraria da família e imaginar a colônia em Marte como consolo.