Fascismo restrito: a violência interna da democracia liberal
00:10:47 — Do “fascismo restrito” às crises permanentes
Safatle propõe trocar “democracia liberal” por “fascismo restrito”: França, Inglaterra e EUA mantiveram zonas onde o Estado podia matar (colonialismo, segregação racial) — não é perda da democracia, é o germe autoritário interno sendo aplicado a setores específicos. Da perspectiva das populações submetidas à violência estrutural, chamar aquilo de fascismo não é metáfora. Em situações normais, esse fascismo restrito opera em setores específicos; em crises estruturais acumuladas (2008, crise ecológica, política, demográfica) que “não vão passar”, a tendência é ele se generalizar. A política não resolve as causas, apenas adapta — e isso expande o autoritarismo.
