Some things are in our control and others not
Abertura do Enchiridion 1, na tradução clássica de Elizabeth Carter (1758): “Some things are in our control and others not. Things in our control are opinion, pursuit, desire, aversion, and, in a word, whatever are our own actions. Things not in our control are body, property, reputation, command, and, in one word, whatever are not our own actions.”
A passagem fixa a divisão que organiza todo o sistema de Epicteto e de boa parte do estoicismo tardio: o que está eph’ hēmin (em nosso poder) e o que não está. Os primeiros são objeto legítimo do esforço moral; os segundos, indiferentes do ponto de vista da virtude. Epicteto repete a fórmula com variações ao longo dos Discursos (I.1, I.22, II.5, IV.1) — Arriano organizou o Enchiridion como compêndio mnemônico das diatribes orais ministradas na escola de Nicópolis, no Epiro, depois do exílio de Domiciano em 89 d.C. Marco Aurélio retoma a divisão em diversas seções das Meditações sem nomear a fonte (II.11, V.20, VIII.7).
