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❝ Citação

It is not death or pain that is to be feared, but the fear of pain or death

Dos Discursos II.1.13. O capítulo abre com a tese de que confiança e cautela não são incompatíveis quando rightly distribuídas: cautela diante do que está em poder do agente (sua vontade, suas escolhas), confiança diante do que não está (o corpo, a fortuna, a morte). A passagem é aplicação direta do princípio formulado em Ench. 5: o objeto externo é neutro; quem o investe de afeto é o juízo.

A reformulação de Epicteto antecipa Montaigne, Ensaios III.12 (“Que filosofar é aprender a morrer”, retomando Cícero, Tusculanas I.74), e Heidegger, Ser e Tempo §50-53, sobre o medo (Furcht) como modo derivado da angústia (Angst). O ponto técnico estoico é mais cirúrgico que o existencialista: para Epicteto, o medo da morte é falso conhecimento, dissolúvel pela análise; para Heidegger, a angústia diante do nada é estrutura ontológica do Dasein, irreduzível a erro cognitivo. Franklin D. Roosevelt aproveitou a fórmula em seu discurso de posse de 1933 (“the only thing we have to fear is fear itself”), sem citar Epicteto — provavelmente por intermédio de Thoreau, Diário (7 de setembro de 1851).