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Eliane Brum: Meu ‘confronto’ com a polícia de Alckmin

Eliane Brum descreve a manifestação de 9 de janeiro de 2015 em São Paulo, contra o aumento de R$ 0,50 na tarifa de ônibus, e conta como a marcha virou cenário de repressão policial. No texto, ela contrapõe a multidão ocupando a rua ao ataque da Polícia Militar, que lançou bombas de gás e impediu a dispersão dos manifestantes.

A autora também registra a presença de Ailton da Silva, catador de latinhas que seguia os black blocs para recolher o que fosse deixado na rua, e usa essa figura para mostrar a desigualdade por trás do protesto. Ao final, Brum critica o uso da palavra “confronto” para nomear o que viu, afirma que o Estado atacou cidadãos desarmados e encerra dizendo que a escrita foi a única arma que teve.

Fichamento
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  • A manifestação em São Paulo ocorreu em 9 de janeiro de 2015, contra o aumento de R$ 0,50 na tarifa de ônibus.
  • A autora diz que a rua tomada por milhares de pessoas mostrava uma cidade mais humana e democrática.
  • O clima mudou quando black blocs começaram a quebrar portas e espalhar lixo na via.
  • Eliane Brum fala com Ailton da Silva, 58 anos, morador de São Miguel Paulista, que seguia os black blocs para catar latinhas.
  • Ailton precisava de quase 100 latinhas para juntar o valor de uma passagem de ônibus após o aumento para R$ 3,50.
  • A Polícia Militar do governo Geraldo Alckmin encurralou os manifestantes e também bloqueou a rota de fuga.
  • A autora relata sufocamento, ardência nos olhos e sensação de que a pele se desfazia por causa do gás lacrimogêneo.
  • Ela afirma que havia cidadãos acuados e aterrorizados, sem ameaça real, enquanto a polícia continuava lançando bombas.
  • Brum diz que se sentiu diante de um Estado violento, com policiais armados, despreparados e com ódio.
  • O texto critica o uso da palavra “confronto” para descrever a ação policial contra manifestantes.
  • A autora diz que, para quem estava ali, a violência policial foi uma experiência de abuso e desamparo.
  • Ela termina dizendo que sua única arma foi a escrita.