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Discípula de Paulo Freire assassina Machado de Assis
A página ataca a adaptação de O Alienista coordenada por Patrícia Secco e financiada pelo Ministério da Cultura. O argumento central é que simplificar o clássico não o torna mais acessível, porque a versão altera estilo, enredo, linguagem e contexto histórico do texto de Machado de Assis.
Fichamento#
- A adaptação de Patrícia Secco é apresentada como uma simplificação arbitrária que falseia Machado de Assis e descaracteriza seus personagens.
- O texto admite que adaptar clássicos pode ser legítimo, mas defende que uma boa adaptação deve condensar sem desvirtuar a obra.
- A autora é acusada de emburrecer o leitor ao trocar expressões, apagar a musicalidade e perder a ironia e a argúcia do conto.
- O artigo afirma que Machado de Assis não precisa ser facilitado dessa forma, porque sua obra já pode ser compreendida pelo contexto e pela relação entre palavras e sentido.
- Patrícia Secco é criticada por justificar a adaptação com a ideia de que leitores pobres não entenderiam certos termos, como se isso bastasse para retirar palavras do texto.
- O texto associa essa lógica à pedagogia de Paulo Freire, descrita como uma visão que prende o aprendizado às circunstâncias materiais e reduz o alcance da linguagem.
- O artigo sustenta que simplificar livros não resolve o baixo hábito de leitura no Brasil e pode agravar o problema ao impedir o contato com o texto original.
- A adaptação é acusada de cometer erros concretos, como trocar palavras e construções que mudam o sentido de trechos de Machado de Assis.
- Também são apontadas deturpações históricas e contextuais, como alterações em referências a “Espanhas”, “hebreu cativo” e outros detalhes do conto.
- O texto conclui que a equipe de Patrícia Secco traduziu Machado para si mesma, e não para o leitor que teria dificuldade de leitura.
