Dilma, a manicure
O texto sustenta que a equipe econômica discutiu, no fim de 2005, um programa de ajuste fiscal de longo prazo que limitaria o crescimento das despesas correntes abaixo do PIB. Segundo o autor, a proposta teria reduzido gradualmente o gasto como proporção do produto e evitado parte do aumento posterior das despesas federais.
A crítica central é que Dilma, então ministra da Casa Civil, liderou a oposição à proposta e depois passou a defender o controle do gasto corrente com metáforas sobre cortar as unhas. O texto afirma que, no governo Dilma, as despesas federais cresceram mais do que nos governos anteriores, o país teve o primeiro déficit primário desde 1997, o déficit total chegou a 6,7% do PIB e a dívida pública subiu de pouco mais de 53% para mais de 63% do PIB em dezembro de 2014. Diante disso, o autor diz que novos impostos só fariam sentido se viessem acompanhados de um programa de ajuste de longo prazo.
Fichamento#
- No fim de 2005, a equipe econômica discutiu um programa de ajuste fiscal de longo prazo para fazer as despesas correntes crescerem menos que o PIB.
- A proposta buscava reduzir aos poucos o gasto corrente como proporção do produto e, mesmo assim, permitir expansão dos serviços públicos.
- O texto calcula que, se a medida tivesse sido adotada, o governo federal poderia ter gastado cerca de R$ 250 bilhões a menos no ano anterior.
- A oposição ao plano foi atribuída à então ministra da Casa Civil, que o chamou de rudimentar e afirmou que despesa corrente é vida.
- O autor relaciona o aumento das despesas públicas no governo Dilma ao abandono daquela proposta inicial.
- O texto compara o crescimento do gasto federal em governos anteriores e afirma que o ritmo foi maior no governo Dilma.
- Também diz que Dilma defendeu publicamente cortar o gasto corrente e fazer guerra à inflação, o que o autor usa para questionar seus compromissos com a estabilidade econômica.
- O texto afirma que o governo registrou o primeiro déficit primário desde 1997 e que o déficit total chegou a 6,7% do PIB.
- A dívida pública teria subido de pouco mais de 53% do PIB para mais de 63% do PIB até dezembro de 2014.
- O texto conclui que o aumento de impostos só deveria vir acompanhado de um programa de ajuste de longo prazo, para não alimentar novos excessos de gasto.
