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Dias -13 e 02: As perguntas movem o mundo

No café da manhã do segundo dia de uma imersão de Kung Fu, o grupo comenta o prêmio Ig Nobel de Administração de 2019: cinco assassinos contratados iam se contratando uns aos outros para matar um alvo, até o último decidir subornar a própria vítima em vez de executar o serviço. A vítima chamou a polícia e todos foram presos. O Ig Nobel satiriza o Nobel premiando pesquisas que primeiro fazem rir, depois pensar. Na leitura de Asimov, o motor da ciência é o “que engraçado ou estranho, né?!”, mais do que o “Eureka”.

Uma viagem anterior a Friburgo com o Si Fu, por volta de 2006 ou 2007, ilustra o mesmo mecanismo em miniatura. Parados num restaurante de estrada só com arroz parboilizado no cardápio, o Si Fu pergunta por que o arroz tem esse nome. A resposta sai atropelada e sem conteúdo; ele reage com desaprovação. Sem internet à mão, a pergunta fica guardada, sem resposta, por anos. A curiosidade cultivada nesse vazio vira, segundo o relato, o hábito de guardar perguntas num canto mental para pesquisar depois.

Fichamento
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  • A pesquisa instantânea no celular, no meio de uma conversa, quebra o ritmo do pensar junto; a resposta chega rápido, mas a conexão entre as pessoas esfria.
  • A pergunta sobre o arroz parboilizado nunca teve uma segunda chance de ser respondida ao próprio Si Fu.
  • O Si Fu deu o ideograma 知 (Chi, saber/ter conhecimento) no nome Kung Fu do autor.
  • Durante a prática de Chi Sau na mesma imersão, um praticante reclama que a performance travou porque estava golpeando em tudo que tentava; o Si Fu contesta a métrica usada para avaliar o Chi Sau.