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Dá pra ficar rico com quadrinho autoral?
Jim Zub explica que publicar quadrinhos autorais pela Image é uma conquista, mas não uma via para fama e fortuna imediatas. O texto quebra o preço de capa de uma HQ de US$ 2,99 para mostrar quanto fica com varejistas, impressão e distribuição, e como o restante mal cobre publicidade, despesas editoriais e a equipe criativa.
O post também diz que, em tiragens pequenas, a margem fica ainda mais apertada, e que uma série como Skullkickers pode ser o projeto mais caro que o autor já teve. No fim, a página defende apoiar títulos autorais, pré-encomendar, divulgar obras favoritas, apoiar crowdfunding e comprar direto dos criadores quando possível.
Fichamento#
- Jim Zub diz que trabalhar com quadrinhos autorais é uma alegria, mas não garante riqueza rápida.
- Um gibi de US$ 2,99 perde cerca de 40% a 50% com o varejo, mais cerca de 80 centavos de impressão e cerca de 50 centavos de distribuição.
- Depois desses cortes, sobram cerca de 30 centavos por exemplar para publicidade, despesas editoriais, equipe criativa e lucro.
- Em uma tiragem de 5.000 exemplares, o valor restante para essas quatro áreas ainda é muito pequeno.
- Se publicidade e despesas editoriais forem zeradas, o pagamento por página continua baixo para escritor e artista.
- Quando a editora fica com a sua parte, pode não sobrar nada para publicidade nem para a equipe criativa.
- O autor trata isso como custo normal do mercado de quadrinhos em lojas e distribuição internacional.
- A página recomenda apoiar obras autorais, pré-encomendar, divulgar títulos favoritos, financiar projetos independentes e comprar direto dos criadores.
