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[Crítica] Alice no País das Maravilhas - Vortex Cultural
A crítica diz que o filme da Disney, dirigido por Tim Burton, trata o material de Lewis Carroll como um reconto sem espírito. Para o texto, a obra falha ao acompanhar a maturação de Alice, mistura tons sem definir uma identidade e depende de personagens descartáveis, roteiro fraco e uma batalha final vazia.
Fichamento#
- O filme retoma Alice depois de cerca de dez anos, com a personagem sem lembrar da viagem ao mundo mágico e tentando lidar com a crise financeira da família.
- A crítica vê a proposta como um reconto que não discute só os devaneios da infância, mas também uma Alice próxima da vida adulta.
- O cenário é descrito como grotesco e sem identidade, sem alcançar nem a leveza dos desenhos da Disney nem o barroco associado a Burton.
- Os personagens secundários são vistos como descartáveis e sem carisma, o que dificulta qualquer empatia com a jornada.
- O roteiro de Linda Woolverton é apontado como fraco, cheio de falhas e incongruências.
- O texto atribui parte dos problemas ao estilo de Burton, mas também responsabiliza a roteirista pela qualidade ruim da obra.
- O Chapeleiro Louco de Johnny Depp, a Rainha de Copas de Helena Bonham Carter e a maquiagem são tratados como aspectos que agravam o desconforto com o filme.
- A alternância aleatória do tamanho de Alice é lida como mais um sinal da inadequação do filme, que oscila entre pesado e infantil sem resolver essa tensão.
- A crítica considera a batalha épica final uma decisão pobre, feita para apelar ao hype de Game of Thrones e abrir mão de uma discussão mais interessante.
- Absolem aparece como uma figura de mentor ligada à maturação de Alice, reforçando a transformação física e emocional da personagem.
- O texto diz que o roteiro demoniza os deformados, associando sua dor à rejeição e ligando a tirania a um deles.
- A conclusão é que Alice no País das Maravilhas é um equívoco completo, bobo, patético e deslocado.
