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Conselhos de um velho programador antissocial e ranzinza
O autor reúne conselhos de carreira para quem programa, a partir da própria trajetória. Ele defende menos cobrança por perfeição, mais atenção ao que importa, honestidade com o time e o cliente, e foco em produto, não só em código.
Também insiste em aprender com outras fontes, ler código alheio, contribuir com open source e escolher uma área de atuação principal sem tentar abraçar tudo. Para ele, o trabalho melhora quando há interesse real, espaço para criar e disposição para pensar como usuário.
Fichamento#
- Buscar um emprego que dê felicidade, espaço para criatividade, tempo para experimentar e companhia de pessoas inspiradoras.
- Não abandonar o trabalho por impulso; pensar bem antes, conversar com pessoas próximas e sair de forma tranquila.
- Separar o que é importante do que não tem importância para reduzir estresse.
- Diminuir a cobrança por ser o melhor em tudo e avançar no próprio ritmo.
- Conhecer qualidades e defeitos, aceitar o que não muda e ser honesto com o time e com os outros.
- Evitar fofocas, intrigas e polêmicas sem motivo, e falar de um jeito que considere o outro lado da conversa.
- Confiar no instinto e prestar atenção aos sinais de que um projeto ou cliente pode dar errado.
- No freelancing, atrasos acontecem, mas o cliente precisa ser avisado com antecedência e receber status frequentes.
- Não desaparecer, não prometer entrega no dia seguinte e não entregar trabalho malfeito só para cumprir prazo.
- Saber dizer não e agir como parceiro do cliente ou fornecedor.
- Procurar inspiração fora da rotina técnica, em arte, filosofia, música, natureza, leitura, viagens, esportes e outros temas.
- Aprender escrevendo, inclusive em blog e em projetos open source, sem vergonha de mostrar o próprio código.
- Ler código de outras pessoas e de bibliotecas para aprender com a cultura open source.
- Escolher uma área principal de atuação e não tentar dominar tudo ao mesmo tempo.
- Ler sobre outros temas técnicos com foco na ideia, não só na tecnologia.
- Valorizar produto acima de perfeição de código, pensando em solução, interface, interação, processo e experiência do usuário.
- Continuar buscando formas de escrever menos código, reduzir bugs e evitar retrabalho ao longo da carreira.
- Lembrar ao programador iniciante que a profissão é feita de código, sem mágica.
