By nature people are similar; through practice they diverge
子曰:「性相近也,習相遠也。」 Tradução de Slingerland: “By nature people are similar; they diverge as the result of practice.” Legge: “By nature, men are nearly alike; by practice, they get to be wide apart.”
Seis caracteres apenas. 性 xìng é “natureza” (no sentido de disposição inata); 習 xí é “prática repetida”, “hábito formado por exercício” — o mesmo caractere de 1.1, “estudar e praticar” (學而時習之). 相近 xiāng jìn é “próximo um do outro”; 相遠 xiāng yuǎn é “distante um do outro”.
A formulação ficou famosa porque deixa em aberto justamente o que tradições posteriores tentariam fixar. Mêncio (séc. IV a.C.) puxa para o lado da bondade natural; Xunzi (séc. III a.C.) puxa para o lado da maldade natural. Confúcio, na economia mínima de 17.2, evita a metafísica e fica no plano descritivo: as diferenças observáveis vêm do treino, não da origem.
O Livro 17 (陽貨) é classificado por Brooks & Brooks (1998) entre as camadas tardias dos Analectos. A passagem por isso pode refletir formulação editorial mais sintética que a fala original. Independentemente, virou a tese-mãe da pedagogia confuciana: se a divergência é prática, é remediável por prática inversa — daí a centralidade do 修身 xiūshēn (cultivo de si) e a insistência em ritualização (cf. 12.2).
