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Como é ser um homem de 97 anos?

Herbert Fingarette diz que ter 97 anos é difícil de entender para quem ainda não chegou à velhice. Ele fala da perda de habilidades, da necessidade de ajuda para fazer coisas usuais e da dificuldade de aceitar essa dependência.

Também revisa o que pensava sobre a morte. Antes dizia que não havia motivo racional para temê-la, mas agora afirma que a ideia de morrer em breve o assombra. A ausência da esposa, com quem viveu cerca de 70 anos, aparece como uma presença constante, e ele liga isso à solidão, ao vazio e à pergunta sobre o sentido de continuar vivendo.

Fichamento
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  • Aos 97 anos, ele vê a velhice como algo que pessoas mais jovens têm dificuldade de compreender por dentro.
  • A idade traz perda de capacidades e a tendência de agir como se elas ainda existissem, o que leva a falhas e vergonha.
  • Ele diz que muitas tarefas da vida cotidiana ainda são possíveis, mas agora exigem mais esforço, cuidado e, com frequência, ajuda de outra pessoa.
  • Um dos desafios centrais para ele é aceitar a necessidade de ajuda.
  • Nascido no Brooklyn em 1921, ele afirma que a idade o leva naturalmente a pensar na morte.
  • Foi professor de filosofia por cerca de 40 anos e trabalhou com psicanálise, autoengano, filosofia chinesa, teorias éticas, responsabilidade jurídica, dependência alcoólica e vício em drogas.
  • Ele diz que escreveu um livro sobre a morte há cerca de 20 anos.
  • No livro, defendia que não havia razão para temer a morte, porque depois dela não há experiência nem sofrimento.
  • Hoje ele considera essa posição inadequada.
  • Ele quer entender por que as pessoas têm medo da morte e reconhece que a própria ideia de morrer em breve o preocupa.
  • Ele se pergunta qual é o sentido de tudo isso e admite que, em muitos sentidos, ainda é um enigma para si mesmo.
  • A solidão e a ausência fazem parte da sua vida, ligadas à morte da esposa, com quem foi casado por cerca de 70 anos.
  • Ele diz que parte de si se foi com ela e descreve a ausência como uma presença constante.
  • Estar com ela nos últimos momentos foi uma experiência difícil, embora tenham se abraçado e dado as mãos.
  • Sentado na varanda, ele observa as árvores e o vento nas folhas e trata essa visão como uma experiência transcendente.
  • Essa percepção do que sempre esteve diante dele torna a morte ainda mais difícil de aceitar.
  • Ele conclui que a morte não é um problema resolvível para ele e que segue existindo enquanto espera dizer adeus.