Coding tests obrigatórios — por que parei
Bradston Henry não é contra coding tests em geral — é contra empresas que os tornam obrigatórios sem alternativa, usando-os como único portão de entrada.
Três razões:
1. Demonstra falta de cuidado. Quando o teste é requisito único, o objetivo é peneirar candidatos em escala, não entender quem a pessoa é. Um desenvolvedor com décadas de experiência e um estudante em busca do primeiro emprego passam pela mesma régua — que frequentemente não mede nada do que será usado no trabalho.
2. Coloca candidatos em desvantagem injusta. Ansiedade em situações de prova, deficiências de aprendizado, formação autodidata — tudo isso afeta o desempenho no teste sem dizer nada sobre a competência real. Henry perdeu uma oferta em 15 minutos após um processo de horas onde todos os outros avaliadores o aprovaram.
3. Não vale o esforço. Estudar algoritmos esotéricos para passar num teste de conceitos que nunca serão usados no trabalho é um mau uso do tempo. Melhor gastar esse tempo aprendendo o que realmente será útil.
A posição de Henry: o teste deve ser uma referência, não o fator decisório. Sempre deve haver alternativa.
