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Centralidade da periferia em Milton Santos
00:33:40 — Centralidade da periferia
Uma das viradas conceituais mais radicais da obra: Milton recusa a designação países periféricos e propõe a centralidade da periferia. Marina sintetiza o argumento — se dois terços da população mundial vivem na África, na Ásia e na América Latina, a categoria geopolítica de periferia se torna logicamente insustentável. A inversão é mais do que retórica: ela exige um arcabouço teórico, empírico e conceitual próprio para essas realidades, em vez de extensões dos modelos do norte. É desse gesto que nasce boa parte da produção dos anos 70 e 80.
