Barão de Münchhausen e o filme de Gilliam
Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen (1720–1797). Barão de Hanover, serviu no exército russo nas guerras contra o Império Otomano. Aposentou-se e virou o maior contador de histórias absurdas da Europa: cavalgava balas de canhão, viajava à lua, se puxava de um pântano pelo próprio cabelo (com o cavalo junto).
Rudolf Erich Raspe publicou essas histórias em inglês em 1785, sem pedir licença. Münchhausen odiou. Tentou processar o tradutor alemão, Gottfried August Bürger, e perdeu. A Síndrome de Münchhausen, o transtorno de fabricar doenças para receber atenção médica, leva o nome dele desde 1951.
O filme de Terry Gilliam (1988)#
Terceiro filme da trilogia da imaginação de Gilliam. Time Bandits (1981) trata da infância, Brazil (1985) da vida adulta, The Adventures of Baron Munchausen da velhice. O tema é o mesmo nos três: fantasia contra razão.
Uma cidade sitiada pelos turcos na “Era da Razão”. Um velho aparece dizendo ser o verdadeiro Barão e sai com uma criança (Sarah Polley) para reunir seus antigos companheiros, cada um com um poder impossível. Passam pela lua (Robin Williams, não creditado), pelo estômago de um monstro marinho, pelo Vesúvio onde moram Vulcano (Oliver Reed) e Vênus (Uma Thurman).
O orçamento dobrou de US$ 23,5 milhões para US$ 46,6 milhões. A Columbia Pictures estava trocando de direção e enterrou o filme: 117 cópias nos EUA. Desastre de bilheteria. Quase acabou com a carreira de Gilliam.

